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O advogado além do Direito: principais competências não jurídicas que fazem um profissional se sobressair no mercado de trabalho.

17 Jul 18:00 by Isabela Kotait

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"A inteligência emocional tem importância fundamental no trabalho, e dela depende muito o sucesso e a sobrevivência de uma organização" Daniel Goleman, A Inteligência Emocional.

Com o maior acesso à educação de nível superior em nosso país, há cada vez mais advogados competindo no mercado de trabalho. Conhecer a fundo leis e códigos não irá fazer com que você se sobressaia entre os demais profissionais existentes no mercado. A busca por cursos extracurriculares, embora importante e valorizada pelas empresas e escritórios, não é mais  suficiente.

A prática da advocacia tem passado por diversas transformações nos últimos anos. Aliada ao conhecimento jurídico, algumas habilidades comportamentais são determinantes para consolidar uma carreira. Poder de adaptação, capacidade de negociação, conhecimento de negócios são apenas algumas delas.

O novo perfil do advogado de sucesso é aquele que possui uma visão apurada e geral sobre todo o negócio. Visto dentro das empresas como um executivo jurídico, esse profissional deverá “falar a língua do negócio”, discutir um balanço patrimonial com um CFO, elaborar estratégias de crescimento com um CEO etc. Limitar-se apenas a questões técnicas do mundo jurídico irá congelar suas oportunidades de crescimento dentro de grandes companhias.

No mundo dos escritórios não é diferente. Embora os conhecimentos técnicos sejam incontestavelmente de grande importância, um advogado que não consiga criar um bom relacionamento com os clientes que atende, vindo a fomentar novos projetos, dificilmente conseguirá tornar-se sócio de uma grande banca. Investir no desenvolvimento de um perfil comercial, comportamental e boa gestão de tempo são competências necessárias para quem quiser se sobressair.

A nova era da advocacia chega junto com a transformação digital no Direito, fator que agrega ainda mais valor para competências comportamentais e inteligência emocional.  Há algo que a tecnologia poderá fazer por todos os escritórios e departamentos: levar os profissionais a desenvolverem seus relacionamentos interpessoais.  O uso da tecnologia no Direito irá potencializar ainda mais o diferencial humano dos advogados.

Atualmente, os grandes players do mercado já perceberam a importância de ter em suas equipes profissionais com habilidades comportamentais que vão além das competências jurídicas. Sabem que treinar um jovem advogado em conhecimentos técnicos é tarefa relativamente simples comparada a encontrar profissionais que tenham perfil empreendedor, sejam bons comunicadores e saibam superar desafios.

Segundo estudos realizados pelo psicólogo Daniel Goleman, autor do livro “A Inteligência Emocional”, (Editora Campus/Elsevier, 1995), 90% da diferença entre as pessoas que obtém grande sucesso pessoal e profissional e aquelas com desempenho apenas mediano, se deve a fatores relacionados às competências comportamentais, mais do que às habilidades técnicas. Isso, sem dúvida alguma, se aplica também ao mercado jurídico. A inteligência emocional faz-se cada vez mais necessária no mundo jurídico. Onde o estresse e a pressão por resultados são tão presentes, saber lidar com suas emoções, bem como de seus pares, líderes e equipe é fator determinante para o bom relacionamento interpessoal e um clima organizacional saudável.

Faça uma auto avaliação e seja crítico na analise do desenvolvimento de sua Inteligência emocional. Reflita sobre as principais competências não técnicas que seu trabalho exige e faça um plano de como desenvolvê-las. Uma simples mudança de atitude pode ser o que você precisa para fazer sua carreira deslanchar.