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O mercado jurídico em 2019 e tendências para o próximo ano

20 Dec 17:00 by Ricardo Chazin

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É sempre muito gostoso escrever sobre o que passou. Basta analisar as movimentações, as áreas que se destacaram, o que deu certo e colocar no papel. O desafio é escrever sobre o que está por vir, tentar traduzir as inúmeras entrevistas e reuniões que foram feitas no segundo semestre traçando tendências para a nova década (sim, sei da discussão sobre se o início da década se dá nesta virada ou na próxima e para mim, definitivamente é nesta).

Lembro com entusiasmo este mesmo momento do ano passado. Era otimismo para todos os lados: trocas substanciais ocorrendo no executivo e legislativo federal e estadual dos principais estados da União, fim de recessão, volta do investimento estrangeiro, aprovação de nova previdência, ou seja, 2019 era o ano da grande virada!

O que se seguiu foi um ano que, apesar de conturbado e agitado, trouxe mudanças importantes e favoráveis para a economia do Brasil, refletindo de forma positiva também no mercado jurídico, que é o principal foco nesse artigo.

Como sempre digo, o mercado jurídico vive em alta. Quando temos crise temos áreas que se destacam (recuperação judicial / restruturação de dívidas que os diga), porém, quando o Brasil atravessa um momento positivo, ai sim o mercado jurídico realmente se aquece.

Quanto mais negócios são forjados, mais a atuação do advogado se torna presente, e  assim, em momentos de otimismo e vasto investimento, o mercado jurídico se desenvolve com velocidade trazendo grandes lucros para as bancas.

Desse modo, 2019 voltou a ser a área do mercado de capitais (voltamos a ter IPO!), dos grandes projetos de M&A, de imobiliário (quanto tempo que não via essa área em alta), ou seja, as áreas de negócio, e não mais de contencioso, voltaram a aparecer com tudo, o que é ótimo!

Em 2019 não tivemos boas notícias unicamente por conta das áreas de negócio, foi também o ano da consolidação da LGPD, do crescimento das fintechs e lawtechs (crescendo 300% de acordo com a AB2L entre 2017 e 2019), ou seja, as novas formações para advogados que se arriscaram em 2018, começaram a se consolidar em 2019.

Por fim, gostaria de destacar a área de infraestrutura, não pelo grande volume de operações que ocorreram, mas sim pela enorme dança das cadeiras que houve nessa área. Só no segundo semestre, sete dos principais nomes da área, mudaram de casa.

2020, o ano da Infraestrutura?

Enxergamos 2020 com uma grande expectativa, acreditamos que possa ser o melhor ano para o Brasil na última década, que as áreas de negócio continuarão sendo carros-chefes e que os escritórios de advocacia como um todo (não apenas as big law firms) terão um resultado muito expressivo.

O otimismo é sentido por todos os consultores da Laurence Simons, que voltam de cada reunião com uma percepção de que todos estão se preparando para um ótimo ano.

Porém, nosso convencimento de que 2020 será um ano extraordinário não vem apenas das inúmeras reuniões e entrevistas que fizemos neste último bimestre, nossa percepção é gerada pela massiva dança de cadeiras que ocorreu nestes últimos meses.

Os grandes escritórios foram “as compras” e muita gente pesada e de grande destaque no cenário nacional mudaram de casa, fato que denota que os escritórios estão querendo contar com o melhor time possível para lidar com um ano de muitos negócios.

E essa conjuntura de fatores acima destacada, incluindo a grande vontade do governo brasileiro em privatizar grandes empresas, além de obras gigantes já estarem em ponto de bala para saírem, que nos faz acreditar que a grande área de 2020 será infraestrutura.

Assim, acabo 2019 da mesma forma que iniciei, ou seja, muito animado e com certeza que estaremos de frente para mais um ano (ou década) histórico!